Atriz, modelo e humanista , a menina nascida em Bruxelas em 1929 é ícone de elegância e simplicidade
que sobrevivem até os dias de hoje.Hepburntorna-se uma das maiores estrelas do
cinema americano de um modo bastante interessante. Nos anos 60, em meio a
tantas atrizes loiras, cheias de curvas e seios fartos (uma espécie de sonho
americano para os homens da época, ex:Marilyn
Monroe) surgeAudrey,
uma magrela, morena, e que tinha pés demasiadamente grandes para o restante do
seu corpo. Como ela conseguiria sobreviver no mundo do cinema de Hollywood?
Simples, bastava olhar para o seu rosto, que era quase auto-explicativo.
em Como Roubar Um Milhão de Dólares
em Funny Face (Cinderela em Paris)
Audrey nunca precisou expressar-se com exageros para atuar. Rios de lágrimas para demonstrar tristeza, sorriso enorme para demonstrar alegria... não! Tudo ela fazia com um olhar, que traduzia ali todos aqueles sentimentos, um simples olhar que colocava o público em suas mãos. Acompanhem sua filmografia:
Filmografia
1948 - Dutch in Seven Lessons (documentário)
1951 - Nous Irons à Monte Carlo
1951 - Laughter in Paradise
1951 - One Wild Oat
1951 - O Mistério da Torre (The Lavender Hill Mob)(1951)
Além da carreira admirável que Audrey construiu, seu papel principal foi como embaixatriz da UNICEF, onde dedicou os cinco últimos anos de sua vida a viagens e missões em diversos países. Dizem que essas viagens teriam influenciado bastante no seu conhecimento de línguas (Audrey falava fluentemente francês, inglês, italiano, neerlandês e espanhol).
Em missão na Etiópia
Audrey e crianças em Bangladesh
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tubinho preto usado em Bonequinha de Luxo, clássico de Hubert de Givenchy
Em 1953, Hubert de Givenchy conheceu a sua musa inspiradora, Audrey Hepburn, e passou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina (1954) e Cinderela em Paris (1957). Mas a roupa mais inesquecível da atriz norte-americana é a do filme Bonequinha de luxo, de Blake Edwards (1961), com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas. Essa peça também imortalizou o conceito de “pretinho básico” - vestido preto de estrutura minimalista e curinga para qualquer ocasião - criado por Coco Chanel nos anos 20.
detalhe costas do tubinho de Bonequinha de Luxo
em como Roubar Um Milhão de Dólares, usando Givenchy
em Charada, usando mais uma vez Givenchy
Marilyn Monroe que me perdoe, mas quem precisa de curvas com a elegância e estilo que Hepburn tem?
em Bonequinha de Luxo
"O pretinho básico foi imortalizado por Audrey Hepburn na década de 1960 por causa do guarda-roupa deslumbrante criado pelo estilista Hubert de Givenchy para o filme Bonequinha de Luxo. Mas o modelo passou por vários momentos marcantes na história da moda. No século XIX, virou mania graças à rainha Vitória, que investiu na peça até o fim dos seus dias. O hábito se espalhou pela Inglaterra e Estados Unidos e a cor preta acabou se transformando em sinônimo de austeridade."
"Nova York ainda estava mergulhada no silêncio das primeiras horas de um dia de outono. Em pleno coração da ilha de Manhattan, na esquina da Rua 57 com a Quinta Avenida, um táxi encosta na calçada deserta e dele salta uma mulher delgada e finamente trajada. Vinha de luvas e longo pretos, sapatos de couro de jacaré, pérolas sobre o colo estreito, uma tiara de brilhantes a coroar-lhe o coque no alto da cabeça e óculos escuros para que o sol que começara a tocar o topo dos prédios não incomodasse sua vista acostumada com a madrugada. Parou e olhou fixamente a vitrine daquele endereço: uma coleção de diamantes Tiffany estava exposta ali.
Com uma destreza e segurança que só as muito bem treinadas damas da realeza possuem, a bela figura tira da sacola que trazia no braço um pãozinho e sorve alguns goles do café do copo de isopor que levava à mão. A cena não dura mais que alguns minutinhos, mas nenhuma mulher, depois de assisti-la no filme Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s), teve dúvidas de que Audrey Hepburn poderia representar o ideal da feminilidade."
(Texto extraído de Audrey Hepburn: A bela do século, por Pilar Magnavita.)
Livros sobre Audrey
Audrey Hepburn – Ed. Taschen
Este livro é daquela famosa série da Taschen, a Movie Icons. É uma mistura de filmografia com alguns fatos interessantes da vida dela, e recheado de fotos. Só tenho esse da série, mas um dia vou fazer uma coleção da série (pretendo ter também da Marilyn Monroe, Gene Kelly, Wood Allen, Katherine Hepburn, Cary Grant... gente, fica a dica aí, meu aniversário está chegando, haha!!!)
Audrey Hepburn in Breakfast at Tiffany’s and Other Photographs, de Howell Conant – Ed. Schirmer/ Mosel
Tem várias sessões de fotos de Audrey, inclusive no set de Bonequinha de Luxo, e são todas maravilhosas!
Audrey Hepburn: The Paramount Years, de Tony Nourmand – Ed. Chronicle Books
Repleto de fotos – promocionais e dos intervalos das gravações -, este livro fala de todos os filmes que Hepburn fez do estúdio Paramount, entre eles: Sabrina, Bonequinha de Luxo e Cinderela em Paris.
xodós da Ninis ♥
cantando Moon River em Bonequinha de Luxo
Eu, particularmente, sou suspeita pra falar, mas como vocês devem notar, tenho na Audrey um exemplo de vida. Uma das maiores estrelas que o mundo cinematográfico já possuiu e insubstituível! E vocês, o que acham sobre Audrey Hepburn?
No melhor estilo "hithcockiano", Charada é uma mistura de suspense, comédia e romance (assim como o trailer sugere). Regina (Audrey Hepburn) está infeliz com seu casamento e ao voltar de uma viagem descobre que seu marido morrera de um modo bastante assustador – fora jogado de um trem, vestindo pijama. Antes de morrer, seu marido havia vendido tudo o que possuíam em um leilão, fugindo de Paris com 250 mil dólares como o diabo foge da cruz. O que mais intrigava a polícia além do modo como Sr. Lampert fora assassinado é que o dinheiro com o qual ele fugia, não estava mais com ele. A vida de Reggie vira um caos, pois todos (incluindo a polícia) passam a acreditar que o dinheiro estaria com a viúva. Três misteriosos homens passam a persegui-la com sede de vingança e estes irão procurar o dinheiro a todo custo. Surge então Peter Joshua (Cary Grant), um amigo que a viúva fez na sua última viagem e finalmente alguém para se confiar de verdade (ou não) neste turbilhão de mentiras e traições.
A dupla de protagonistas não poderia ser melhor: o irresistível Cary Grant está no seu auge de maturidade e foi o terceiro último filme de sua carreira e Audrey Hepburn está radiante como nunca, numa fase de amadurecimento e beleza incríveis. Logo, a química dos dois é “quase perfeita” devido a diferença de idade entre os dois. Entretanto, para alguns os amantes do cinema, Cary Grant se comparado a todos os homens mais velhos com que Audrey Hepburn contracenou apenas ele estava compatível com a sensualidade e humor.
"Como você faz pra barbear aqui?" - uma das formas de Reggie de se esquivar das perguntas de Peter
Givenchy assina todas as roupas de Audrey em Charada
Um dos pontos que fazem Charada ser um clássico quase que obrigatório na cabeceira para quem é fã desse gênero, é que o desfecho é surpreendente. Mesmo sem ser um gênero que este diretor tinha costume de dirigir, é magnífico como Stanley Donen consegue fazer tantas reviravoltas em um só filme e não perder a curiosidade do espectador, deixando até os últimos segundos de filme aquele suspense sobre o que vai acontecer. Não dá para esquecer a clássica música feita por Mancini, Charede que é belíssima e eternizou o filme.
Grant interpreta todos seus papéis ( Peter/Alex/Adam/Brian) com muito humor
.
Premiações e Indicações:
Oscar 1964 - Indicado na categoria de Melhor Canção Original (Charade).
Globo de Ouro 1964 - Indicado nas categorias de Melhor Ator - Comédia / Musical (Cary Grant) e Melhor Atriz - Comédia / Musical (Audrey Hepburn).
BAFTA 1965 - Venceu na categoria de Melhor Atriz Britânica (Audrey Hepburn).
- Indicado na categoria de Melhor Ator Estrangeiro (Cary Grant).
Prêmio Edgar 1964 (Edgar Allan Poe Awards, EUA) - Venceu na categoria de Melhor Filme.
trailer de Charada, 1963, em alta definição
Direção: Stanley Donen
Roteiro: Peter Stone
Produção: Stanley Donen
Elenco:
Cary Grant - Peter Joshua
Audrey Hepburn - Regina Lampert
Walter Matthau - H. Bartholemew
James Coburn - Tex Panthollow
George Kennedy - Herman Scobie
Dominique Minot - Sylvie Gaudel
Ned Glass - Leopold W. Gideon
Jacques Marin - Insp. Edouard Grandpierre
Paul Bonifas - Sr. Felix, colecionador de selos
Thomas Chelimsky – a criança Jean-Louis
Música Original: Henry Mancini
Fotografia: Charles Lang
Edição: Jim Clark
Direção de Arte: Jean d'Eaubonne
Figurino: Hubert de Givenchy
Maquiagem: Alberto de Rossi, John O'Gorman
Efeitos Sonoros: Bob Jones, Jacques Carrère, Allan Morrison
Efeitos Especiais: Wally Armitage
Áudio: Inglês/Francês
Legendas: Português (embutidas)
Duração: 113 min
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos por contém cenas de violência
Cena chave de Charada com Audrey Hepburn e Walter Matthau
Curiosidades
- Sete estúdios recusaram o roteiro original de Charada. O roteirista Peter Stone decidiu transformá-lo em um livro, que posteriormente foi adaptado pelo próprio Stone para o formato de roteiro. Neste novo estágio todos os estúdios que haviam recusado o roteiro original estavam interessados em produzir o filme;
- Warren Beatty e Natalie Wood estiveram cotados para protagonizar Charada;
- Este é o 2º de 3 filmes em que o diretor Stanley Donen e a atriz Audrey Hepburn trabalharam juntos. Os demais foram Cinderela em Paris (1957) e Um Caminho para Dois (1967);
- O personagem Peter Joshua ganhou este nome em homenagem aos dois filhos do diretor Stanley Donen, que se chamavam Peter e Joshua;
- Cary Grant estava incomodado ao interpretar um personagem que se envolvia romanticamente com uma mulher que tinha idade para ser sua filha. Por causa disto Grant fez questão de que o roteiro deixasse claro de que era Regina quem seguia seu personagem, e não o contrário;
- De acordo com Audrey Hepburn, a cena em que sua personagem derruba sorvete na roupa do personagem de Cary Grant foi inspirada em um fato verídico, em que ela derrubou sorvete no ator durante um jantar;
- O homem que aparece conversando sobre um jogo de pôquer no elevador da embaixada é o roteirista Peter Stone, sendo que sua voz é a do diretor Stanley Donen;